terça-feira, 22 de março de 2011

A vida é um barato

Rolhas de cortiça
Cheiros de vinhedo
Sombras do passado
Afligiu-me o dia inteiro
Afinal vida é um barato!
Se não fosse, há quem negasse...

Velhas dores
Foram temas para minhas comédias
Tão doces
Foram os títulos de cada dia!
Afinal a vida é um barato!
E há quem a ganhasse

Sucesso da ousadia
Afligiu a toda alma solitária
 Se arrancasse ou violentasse
Toda a essência necessária
Sem dores não há graça
Sem vitórias não há perdões...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ripertelo a tu

Cortem meu drama! (Better Today Than A Few Weeks Ago)

Agora, passei a contar os segundos
Quase todos os segundos que segurar
Viverei a desenhar todos os inúmeros
 Devaneios
Crimes, já fiz dos memoráveis aos imundos
Seguirei em fé e razão qualquer motivação que tiver
Amarei tudo aquilo que duvida gostar...
Passei a parar de sonhar
Com todas as canções que me tiravam do mundo 
Sujo e rude
Transformava-me na melhor maquina de carnificina...
Surdo e lúdico!

Eu prefiro contar cada segundo
Quase todos que eu puder lembrar
Das vezes que formei um sorriso
Seja de ironia ou ilusão, eu te entendo
Eu prefiro contar cada segundo
Justo os melhores que não me fizeram hesitar...  

Love was a cracking
He used to smoke less than me
Eu cantarei dos melhores solos
Aos piores blues for you!

Lágrimas Insanas




Sou um Blues


Quando tateio minha face,

Meu rosto chora,

Lágrimas sem razão...

Eu sou um Blues na gaita e no violão Sulino...



segunda-feira, 14 de março de 2011

Uma Mulher

De repente, algo lhe provocou uma gargalhada e ela disse alto, de maneira a ser ouvida por todos, uma longa frase unica: “Se quem tocava violão fosse gente esfarrapada, faminta, sombria, bêbada, de rosto macilento ou embotado, a sua presença ausente talvez fosse compreensível”. Lembrava-me de uma mulher decaída, e pensava que aquele semblante humano, com um sorriso de culpa, não tinha nada em comum com o que via, se antes eu tivesse visto isto no palco ou lido num livro não acreditaria, mas vejo, logo acredito...

A mulher de orla escarlate no vestido, proferiu alto uma frase ignóbil. Apoderou-se de mim um sentimento de repugnância. Via em seu rosto “embotado” de enfado e saciedade cotidiana vulgar. Olhos estúpidos, sorriso estúpido, voz ríspida e nada, nada, nada mais...

Aparentava-a, que tivera no passado um romance com um velho senhor a que se deflorava todas as noites, em favor de cinqüenta, talvez até sessenta rublos, e no presente não tinha outro encanto na vida além do café, do jantar e do almoço com pratos sujos, do vinho e do sono dormido até as duas da tarde.

Mas, tem-se o que se pode, tem-se o que é digno de ter.

Desde que a vi embriagando-se com um vinho comum e de haurir irônico, pensava eu, a indagar-me: “A mulher era apenas uma mulher, e nada mais, nem olhos, nem lábios, nem margens, nem semblantes”. Não a olharia se não por desprezo e um sentimento sórdido de nojo, que me faria ir ao aposento de banho, expelir, o que sequer era digno de estar à altura daquele escárnio de mulher indiferente as demais...

sexta-feira, 11 de março de 2011

rimuovere

Zane, zane, zane, ouvre le chien, zane, zane, zane, ouvre le chine,........

Há de andar, até o fim da rua
Procurar um novo desejo de perdão
Haverá porque sentir-se culpado por existir
Enquanto lhe restam trocos para uma ida...

Lance lagrimas de ácido!
Durma por hoje, e resuma amanhã toda esta história
Lute por este fim árduo!
Faça um nome durar por todo um século sem falhas!

Há de acordar novamente...
Cair do colchão para brincar de perder
A hora de sorrir é agora, fugir para longe foi tarde!
Remova seus traços de beleza...

Dance enquanto a musica toca....
Remova seus olhos do mundo deles
Apague suas letras deixadas no papel!
Inspire o ar que espalhou por esse espaço!

Esqueça que pisa aqui
Lembre-se dos limites do céu
Almas são pesadas e não saem de um corpo vivo
Recorde-se de todos os abraços
Dados para você no inverno passado!
Almas são lindas e ninguém pode vê-las voar...

Remova seu nome...

Zero

Cry, cry cracking all around the skies
Cry, dreams of apologies,
Once I made a young man to cry
and wasn’t his fault, being a human being is hard!

I broke his heart
I ate his soul
I made a new friend with white powder
It was not so long…

Great War hero, dreamed so much with his soul
Started to paint a canvas of birds and an airplane
He was a beggar in Italy, never liked to watch soaps…
His friends finally forgot him when he became insane.

Lord never left me steal souls
A poor young man is crying naked in the bathroom
“Where’s the reason for awakening?”
We have drained his account drinking a lot at the noon…

Why? Why can’t we stay in peace?
Oh softy face, I can’t let him free
Run if you can, this room he must leave…

Why? Why can’t we suffer in peace?
We can’t sleep together forever
And live each dream by dream and never leave…